Museu Calouste Gulbenkian


Morada: Avenida de Berna 45A
Metro mais próximo: Praça de Espanha, São Sebastião (linha Azul)
Horário: 3ª-feira a Domingo, das 10:00 às 17:45; encerra à 2ª-feira
Preço: 4 Euros (grátis ao Domingo)
A coleção Gulbenkian é uma das maiores coleções privadas que poderás encontrar! O magnata arménio (naturalizado britânico) Calouste Gulbenkian chegou a reunir mais de 6 mil peças de arte, nomeadamente oriundas da Europa e Ásia. Numa viagem para Nova Iorque teve de parar em Lisboa por escala, adoecendo e vendo-se obrigado a prolongar a estadia. Ao dar-se conta da paz no país em relação ao resto da Europa agitada pela guerra, acabou por ficar em Portugal até à sua morte em 1955.
Apesar da sua vasta riqueza, Gulbenkian era um filantropo e dedicou uma enorme parte da sua fortuna a várias causas. No seu testamento criou a fundação com o mesmo nome. Esta herdou o remanescente da sua fortuna e o seu propósito são a caridade, as artes, a educação e a ciência. No documento (de 1953) elegeu Portugal como base da fundação, agradecendo postumamente o acolhimento pelo país e manifestando o conhecimento de que aqui a sua vontade seria escrupulosamente cumprida.
O Museu Calouste Gulbenkian é – sem dúvida alguma – um dos mais importantes do mundo. A vastíssima e variada coleção de obras recorre a História, incluindo peças datadas de 2000 anos antes de Cristo até aos dias de hoje. Alguns destaques da coleção são a joalharia Greco-Romana (única no Mundo), um baixo-relevo assírio em escudo que data do século IX antes de Cristo, uma coleção impressionante de moedas Helénicas, fabulosas obras de arte orientais em porcelana, variadas peças romanas, etc. Tudo isto num museu que alberga arte Islâmica, Egípcia, Grega, Asiática e Europeia – tudo num único espaço! No museu também poderá encontrar obras de Rembrandt, Rubens, Monet, Van Dyck e Renoir, entre outros.

O museu foi renovado em 2001, período durante o qual muitas das suas obras foram “passar férias” no Museu Metropolitano de Nova Iorque
Entre as salas mais impressionantes encontram-se as de Arte Islâmica e Oriental: trabalhos em vidro, fabulosos tapetes persas, azulejos, etc., entre inúmeras outras obras-primas dos séculos XVI e XVII, tudo advindo da Pérsia, Turquia, Síria e Índia. Acresçam-se as porcelanas, jades e pinturas da China e do Japão para um verdadeiro festim da História ao vivo.
Não deixes de ver: o trabalho de joalharia de René Lalique (1860-1945) no final da visita. Este joalheiro mestre fez algumas das peças mais bonitas da época, trabalhando o vidro, pedras preciosas, ouro, etc. A sua qualidade e consistência é considerada única no Mundo.
Junto ao Museu há um belo e amplo jardim, digno de fazer parte de uma área de descanso de um dos museus mais importantes do Mundo. Aliás, este jardim pode ser um espaço de diversão excelente se visitas Lisboa com crianças, uma vez que tem amplos espaços para correr e brincar, e podem também ver animais como patos e gansos nas redondezas. Embora o museu em si possa ser aborrecido para uma criança, um casal poderá desfrutar do mesmo enquanto os mais jovens jogam no parque.
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